domingo, 6 de junho de 2010

Inacabado

Quero um tempo
Pra poder falar de mim
Um tempo
Poder falar de mim
Tempo
Falar de mim
De mim
Mim.

Esvaiu no vazio
Crateras sem sol
Nem brilho,
Sem brio.

Mantenho os sons da cidade
Quero um tempo
Os sons da cidade
Um tempo
Os sons
Tempo
Sons.

A pele é gélida,
Gosto groselha.

Esvaneço antes que a doçura
Amargue,
apague, aperte, aparte:
As horas,

¡Ahora!

Que sou eu sem tempo?
Um diabo ao relento?
Um deus desatento?

2 comentários:

wallace disse...

o poema remete a imagens fortes. Passando por aqui, depois de um bom tempo... bjs, boa semana!

André Procópio disse...

Gostei do começo, um tempo para falar mais de mim... mas isso (espero eu) não seria no sentido do ego, seria mais no conhece-te a ti mesmo, e aqui num sentido mais foucaultiano (talvez).