quinta-feira, 16 de abril de 2009

Anti-horário



Se esse relógio mergulhasse nas correntes de água,
tampouco escaparia de afogar operários - Sangrando passagens -
Continuariam, pois, proletários da escravidão cultuada em torres
Invisíveis.
Saciados pelas gotas que não penetram na garganta,
molham mãos, bocas e testas: "Cativos voluntários?"
- Tu perguntas os mundos que escolheste e não compreendes, Anti-horário.

3 comentários:

Taninha disse...

Beliii, adorei a igreja de cabeça para baixo:)

André Procópio disse...

Adorei a foto, sério mesmo, tem um bom impacto de imagem, gerou uma dúvida rápida sobre mim se era foto ou pintura.


Ps: sou um escravo do tempo, e eu admito isso com um pesar em emu coração. Tempo, acho que é aqui que está a raiz da liberdade, dominar seu tempo, escolher o que fazer com ele...

AUTOFICÇÃO disse...

nem horario, nem anti-horario, apenas desejo que o tempo do mundo pare, enquanto leio um bom livro, enquanto beijo, enquanto escrevo... proloooongar o prazer, diminuir o trabalho... congelar os belos instantes de gozo da arte, como congelamos o belo em uma fotografia...
o que fazer?
quebrar os relogios... esquecer as horas inventadas... voltar ao tempo da não hora, do não relogio... contemplação do tempo... sem tempo...