segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia II

A sala é estranha
O colchão é estranho
O quarto também
O quarto também é estranho
Também a cozinha
O banheiro, o banho.
O banho e o quarto salvam
Na solidão momentânea
Tanto quanto a rua
que é estranha...

2 comentários:

André Procópio disse...

Perfeito!
Já acordei com a sensação de tudo ser falso, e o era.
Tudo vazio, já sem sentido, mas me neguei e aceitei...
Que fraco que sou não?

Adalbeerto Day disse...

Belli
Sempre que posso estou passando por aqui para me deliciar com suas belas poesias e conto.
Eu sempre acordo já pensandoem como foi maravilhosa a noite anterior...apreciar o dia lindo como hoje...e para que chegue logo a noite e repetir ao lado minha lindinha...a poesia do dia.
Parabéns pelo seu trabalho.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história de bluymenau